50 anos da Conquista da Copa do Mundo na Suécia
O 29 de junho de 1958 é o único, verdadeiro e incontestável 07 de setembro que conheceu esta terra. No qüinquagésimo aniversário do enterro definitivo do complexo de vira-latas, reveja os gols:
Poucas partidas são tão cercadas de histórias como aquele 5 x 2 sobre a Suécia:
* Djalma Santos jogou ali sua única partida no torneio. Foi o eleito o melhor lateral-direito da Copa.
* A Suécia tinha o direito de jogar a final com seu primeiro uniforme, o amarelo. O Brasil teve que comprar camisas azuis e bordar sobre elas o escudo da CBD na última hora. Ante a superstição de alguns, o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, fez o famoso comentário de que o Brasil não perderia, pois aquela era a cor do manto de Nossa Senhora da Aparecida.
* Zito relata que os jornais suecos contavam com a ajuda da chuva para vencer o Brasil. Não contavam com o cavalheirismo dos organizadores da competição, que protegeram o gramado com um toldo.
* Vários dos craques entrevistados coincidem em dizer que sentiram que iam vencer a partida no momento em que a Suécia abre o placar. Didi vai ao fundo do gol, pega a bola e caminha vagarosamente para o centro do campo. Ali, dizem muitos, ficou sacramentado que se manteria a escrita de que todas as finais de Copas do Mundo eram decididas de virada. Essa escrita só ruiu em 1970, quando o Brasil abriu o placar contra a Itália, mas mesmo assim levantou o caneco.
* Os dois gols da virada brasileira, em jogadas de Garrincha pela direita, seguidas de cruzamentos rasteiros e finalizações de Vavá, estão entre os mais parecidos jamais marcados numa partida de futebol. Muitos espectadores vêem esses gols e juram ter visto um replay.
* Diz Bellini que hesitou por um momento sobre o que fazer ao receber a taça. A pedido dos fotógrafos, decidiu erguê-la acima da cabeça. Inventou um gesto depois repetido muitas vezes e que, hoje, qualquer brasileiro conhece.
* Reza a lenda que o extraordinário ponta-esquerda Canhoteiro acabou sendo cortado (em favor de Zagallo e Pepe, que foram à Suécia) porque nos treinos, escalado contra o seu compadre Djalma Santos, ele evitava jogar o seu melhor futebol e contribuir para o corte do amigo.
* Pelé recebeu ali, aos 17 anos, a coroa de “Rei do Futebol”. Mas nem todos se lembram que quem foi eleito o melhor jogador da Copa foi Didi.
Outros links:
Arquivos da Rádio Nacional.
Narração dos gols.
Futepoca (tem bons arquivos sobre 1958).
PS: No seu artigo de hoje na Folha (para assinantes), Eliane Castanhêde diz que George W. Bush “fala espanhol”. A informação é falsa seja qual for a sua definição do que é “falar” um idioma. Bush balbuceia algumas palavras em espanhol. Só isso.










