O Centenário do Galo e oito frases históricas
O Biscoito Fino e a Massa saúda o Clube Atlético Mineiro no dia do seu centenário. Aqui no blog há um farto material sobre a fundação do clube, seus fenomenais goleiros, suas primeiras conquistas, o primeiro título nacional, os maiores craques da história, cinco de seus grandes jogos e o seu maior patrimônio, a mítica torcida. Milhares passaram a noite em vigília nos bares de Belo Horizonte, como registra em fotos o Dolabela.
Hoje, 25 de março, é o dia do atleticano, sacramentado recentemente pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. Ao longo do dia, a programação na cidade será intensa. Daqui a pouco, às 7 da manhã, começa o foguetório na Praça Sete. Às 9, tem Missa do Galo, na histórica Catedral Nossa Senhora da Boa Viagem. Às 11, haverá uma homenagem aos fundadores, no coreto do Parque Municipal, onde nasceu o Gigante, com descerramento de placa e a presença da Charanga do Galo e da Banda da Polícia Militar. Amanhã, às 21:45, jogam Atlético e Peñarol, no Mineirão. Na quinta-feira, haverá sessão solene da Assembléia Legislativa de MG às 14 horas. Na próxima segunda, a Câmara dos Deputados, em Brasília, realiza sessão solene em homenagem ao Galo.
Já tendo escrito tanto aqui sobre o Glorioso, achei que a melhor homenagem para o dia de hoje seria selecionar minhas frases favoritas da história do Galo.
1)Se houver uma camisa alvi-negra pendurada num varal num dia de tempestade, o atleticano torce contra o vento. Se não houvesse escrito nada mais, Roberto Drummond teria, ainda assim, entrado para a história só com esta frase. Resume tudo.
2)Nossa torcida vai ficar no sol, porque é fiel como a sombra. Empresário Júlio Firmino, ao escolher a linha lateral como espaço reservado à torcida do Atlético durante a construção do Mineirão.
3)João, joga a bola fora de mim. Paulo Isidoro, para o goleiro João Leite que, diz a lenda, passou a entender exatamente o que queria dizer Isidoro com “fora de mim”.
4)Parei 15 segundos no ar. Foi o meu recorde. Dadá Maravilha, explicando o gol que deu o título de primeiro campeão brasileiro ao Galo, em 1971.
5)Queria agradecer a Antártica pelas Brahmas que ela mandou para a comemoração. Toninho Cerezo, diz a lenda, antecipou os tempos de AmBev na celebração do Mineiro de 1976.
6)Você está louco? Como é que um campeonato com Pelé, Gérson, Jaizinho e Tostão vai ter Dadá de artilheiro? Se não foi campeão mineiro, como vai ser campeão brasileiro? Osvaldo Faria, ao comentar a previsão de Dadá de que ele seria artilheiro do primeiro Brasileirão e que o título seria do Galo.
7)Tem duas coisas que eu nunca aprendi a fazer: jogar futebol e perder gol. Mais uma de Dadá Maravilha.
8)Acabamos com a audácia das minorias. Nelson Campos, presidente do Galo, em 1971.
PS: Não deixe de conferir a página especial da TV Alterosa em comemoração do centenário.
