Sepultura
Por hoje, só um aviso rápido aos navegantes, especialmente à turma que é fã de música pesada (alô, Tiagón): finalmente está disponível em pdf o meu último artigo sobre o Sepultura, publicado há uns anos no Journal of Latin American Cultural Studies. Como foi o próprio pessoal da revista quem pôs o texto na internet, saudavelmente mandando às favas os direitos autorais, eu dou o link ao artigo sem problemas.
Abraços aos leitores aqui da incomparável Buenos Aires.

E fiquei ali bebendo, deitado no chão e estava passando para o sono quando, de súbito, bateram à porta. Levantei de um pulo, bêbado e nu. Chutei, no salto, o copo – esparramando a bebida, um pouco de gelo e cacos. Tentei correr para o quarto em busca de algo para me vestir e pisei em um enorme pedaço de vidro. Gritei. E ouvi, do outro lado da porta, alguém me chamar, perguntando se estava tudo bem. E era ela! Minha cabeça rodou de dor e espanto. Não podia ser. E. Corri assim mesmo, na ponta dos dedos, vesti um calção e abri, e ela… E era ela mesmo, sorriso avoado, de surpresa, com um bom cheiro e uma presença miúda, abissal. Meus cabelos desgrenhados se ouriçaram e suas sobrancelhas arquearam ainda mais diante da cena: meus olhos inchados e úmidos da dor, o pé escorrendo sangue.




Um dos efeitos mais daninhos do recente imbróglio na USP é a confusão entre a autonomia universitária (consagrada pela constituição federal) e uma suposta “falta de prestação de contas” dos gastos da universidade. Eu já tratei do tema