Uma correção
Em ponderada crônica escrita hoje para o Globo, Teresa Cruvinel fez uma avaliação das razões da vitória de Lula e da implosão da candidatura de Alckmin no segundo turno. É uma apreciação crítica de ambos os lados: petistas e tucanos deveriam lê-la.
Mas num dado momento a colunista diz: Muito se escreveu, com frustração ou preconceito, sobre uma suposta leniência brasileira com a corrupção. Houve até uma pesquisa sustentando que os mais pobres, os mais negros e os menos escolarizados têm menor exigência ética que os mais ricos, brancos e cultos.
Na verdade, a segunda frase é falsa. Não houve nenhuma pesquisa “sustentando” isso. Houve uma pesquisa que não encontrou, entre esses grupos, nenhuma diferença de atitude que excedesse a margem de erro. Mesmo assim, o jornal Estado de São Paulo permitiu-se a manchete: Rigor com a corrupção na política varia com região e condição social.
Não houve, como supôs Cruvinel, uma pesquisa “sustentando” o que afirma a manchete do Estadão. Houve uma manchete que não condizia com a informação dada na matéria. Só isso. Quando aconteceu, nós apontamos.
