Fenomenologia da Fumaça, Semana 6 – Esses fumantes incríveis e suas citações maravilhosas
Três citações. A primeira pró-tabagista, a segunda anti-tabagista, a
terceira aterrorizante.
Respondeu uma vez Groucho Marx, quando perguntado sobre ter que escolher entre sua esposa e o tabaco: seremos bons amigos!
Disse uma vez Arturo Toscanini: Beijei a primeira garota e fumei meu primeiro cigarro no mesmo dia. Desde então não tive tempo para
cigarros. Esperto o Toscanini, vai dizer?
Mas a mais incrível é de Buck Henry: Eu parei de fumar há alguns anos para demonstrar minha força de vontade, protestar contra o aumento grotesco nos impostos sobre o cigarro e porque meu lábio inferior caiu. Se eu sinto falta do cigarro? Honestamente? Mais do que do lábio que caiu!
Este blogueiro completa 40 dias sem fumaça e saúda a volta do fantástico Tabagista Anônimo, link que nos chega via Cigarro e Silêncio.
Continuo lendo o extraordinário Consciência de Zeno, o romance modernista fundamental de Italo Svevo sobre o(s) último(s) cigarro(s).
É lindo demais escutar Nora Ney cantando De Cigarro em Cigarro.
PS: Acabo de confirmar passagem para terra brasilis!! Chego a Belo Horizonte dia 28 de maio. Saravá pão-de-queijo! Veja bem como são os bons fluidos em volta da gente: telefono para a American Airlines para comprar a passagem mais complicada da minha vida. Descubro que tenho direito a uma passagem grátis por milhagem. É mole? Iu-hu!!! A primeira viagem dentro do Brasil será dia 20 de junho, a Araraquara, para uma reunião de especialistas na obra de Jacques Derrida. Dizem que há blogueiros que lá irão, apimentar o encontro. Muito se pode dizer sobre a relação entre a desconstrução, o pensamento de Jacques Derrida, e a fumaça: o evanescente, o intangível, o que se queima e se mistura no ar. Já falaremos mais disso. No dia 29 de junho, festa em BH, lembrança definitiva de porque parei de fumar: sexto aniversário da mulher mais importante da minha vida, Laura.
